quinta-feira, 31 de outubro de 2013

RESENHA| As Crônicas de Nárnia - A Cadeira de Prata, de C. S. Lewis

NÃO, O FILME AINDA NÃO FOI LANÇADO. Mas vai ser...

Sim, é oficial! Finalmente tivemos uma notícia concreta a respeito da próxima adaptação para os cinemas da maravilhosa saga As Crônicas de Nárnia, qual eu tanto amo. Como já devem estar por saber, a adaptação da vez será baseada no livro As Crônicas de Nárnia, sexto livro (cronologicamente). E, nesse post, vou falar um pouquinho de tudo sobre o assunto, seja do livro, do que espero do filme, seja o que for.

O livro. Bem, não foi o meu preferido, mas passou longe das sensações que o Príncipe Caspian provocou em mim, graças a Aslam, digo, Deus (planejo fazer uma postagem em que eu falaria da serie como um todo, dizendo o que gostei e não gostei em cada livro, coisa e tal, mas isso só depois de eu ler A Última Batalha). O livro consiste bem, tem um começo muito diferente de tudo o que eu poderia imaginar vindo do que já li das crônicas de Lewis, o que agradou-me muito. E uma gigantesca ressalva a Brejeiro, o pessimista mais incrível que um autor poderia criar, um personagem que posso dizer que foi o meu preferido em toda a série, desde Pedro. Graças a esse maravilhoso paulama eu não consegui abandonar esse livro por um instante sequer.

Mas, como qualquer livro, A Cadeira de Prata não é perfeito. Digamos que não achei que o livro fluiu tão bem quanto se esperaria de um livro do gênero. Não que ele seja maçante (longe disso!), mas a maior parte do livro antes de encontrarmos a verdadeira "pedra no sapato de Aslam" foi um tanto quanto... Não sei, não poderia dizer boba. Mas foi o que achei, sinto muito.
Até que chegamos no Submundo...

A partir daí ganhamos uma nova perspectiva a respeito de tudo que outrora imaginamos por um mundo subterrâneo (pelo menos isso se passou comigo), e vemos personagens divertidíssimos, uma vilã muito bem bolada e um dos diálogos mais lindos que C. S. poderia criar com sua brilhante imaginação. Mesmo que o clímax desse momento foco não seja lá essas coisas, pude usufruir de bons risos de emoção.

Por fim, temos um desfecho. Sim, eu chorei. Sim, foi a primeira vez! É lindo, é algo de esmagar um coração narniado, um desfecho que eu poderia reler e reler e chorar mil vezes de tão tocante. Como pode um livro infantil mostrar-se tão maduro de uma maneira tão sentimental, tão... Como posso dizer...? Tão tímida e singela... (Digna de Regina Spektor no final hein!). Me tocou, sim, e muito. Não foi o melhor livro, mas isso não o desmerece de forma alguma.



Quanto ao filme. Gostaria de ressaltar que minha adaptação preferida das crônicas foi o Príncipe Caspian, sim, aquele que foi o livro que eu menos gostei. Interessante. Acho que o que me chamou atenção foi a maneira como os roteiristas souberam recriar a história base, e fazer AQUELE final. Lindo. Mesmo que muitos fans o considerem o mais fraco eu acho que foi o único que eu pude dizer "uau, isso é forte", mesmo que não tivesse um fundo inocente ao fundo. Era isso que eu gostaria que fizessem com esse A Cadeira de Prata que está por vir, uma coisa um tanto quanto adulta e que ao mesmo tempo consiga atrair o público jovem e infantil que apenas Nárnia é capaz. Isso não é impossível, pelo contrário.

Também seria bom que eles abusassem mais da computação gráfica, sabe, menos bonecos e mais efeitos, assim como oi feito em A Viagem do Peregrino da Alvorada. Isso dá ao filme um ar mais realista e nos deixa mais confortáveis em relação à toda a tecnologia que os estúdios tem ao seu dispor nos dias de hoje.

Também há diversas coisas que poderiam ser melhoradas nessa passagem de mídias, como os momentos de ação, uns bons acréscimos, na verdade, e também adicionar mais mistério às cenas do nosso amado Leão.

Não tenho muitas ideias quanto ao elenco, já que, com exceção de Brejeiro, da vilã e do nosso herdeiro real, as discrições de Lewis não são lá muito profundas.

Bem, essa é minha deixa. Até mais outro post, amigos narnianos.

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