quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

RESENHA| A Garota da Capa Vermelha (Livro e Filme)

Como devem saber, A Garota da capa Vermelha se trata de uma releitura do famoso conto de fadas (qual considero um dos melhores, disparado) Chapeuzinho Vermelho. Nesta versão, vemos uma história um tanto mais forte e chocante, como andamos vendo muito nos tempos de hoje. Não é um conto de fadas, e sim de bruxas, afinal. O livro é baseado no filme, não o contrário.

"Idade Média. Valerie (Amanda Seyfried) é uma jovem que vive em um vilarejo aterrorizado por um lobisomem. Ela é apaixonada por Peter (Shiloh Fernandes), mas seus pais querem que se case com Henry (Max Irons), filho de uma família rica do local. Diante da situação, Valerie e Peter planejam fugir, mas veem seus planos irem por água abaixo quando a irmã mais velha de Valerie é assassinada pelo lobisomem que ronda a região. Adaptação moderna da clássica história da chapeuzinho vermelho."

O filme. Como o livro é baseado no filme, e não o contrário, nada mais justo do que começar pela obra original. Não havia como esse filme não me chamar atenção, unindo um conto de fadas que estimo muito e a bela Amanda Seyfried, uma atriz que adoro.

Agora, dadas essas informações, imagine a decepção. Me perdoe quem gostou, mas o filme não passa de bom, e apenas não digo que seja ruim porque até tem uns efeitos bonitos, umas vestimentas interessantes aqui e ali. A atuação de Seyfried também salvou boa parte da trama, construindo um misto bom de emoções e expressões que se passam para nós com certa naturalidade, e também contamos com grandes atores que também merecem um salve, não podemos esquecer.

Mas a trama, em si, não é muito boa, e, esse "da diretora de Crepúsculo" aí em cima só complicou as coisas - tornando tudo comparável à Saga Crepúsculo (o que até dá pra entender, nunca vi tanto de um filme em outro). Os cenários são repetitivos e não são muito bem construídos, e o filme exerce um drama um tanto quanto forçado. O final, apesar de tudo, é bom, na verdade, criativo. Mas não salvou muito não.

Amanda ajuda um pouco, o lobo mal até que ficou bonitinho, a história tem um princípio interessante e... Bem, a capa de Valerie é bonita. Fora isso, o filme não merece lá muitos elogios.



O livro. Ah, que bom que um livro foi escrito. Mas não se anime muito, não. Sarah Blakley-Cartwright escreve muito bem, sim - apesar de às vezes forçar um pouco, para tornar a trama mais medonha. Porém, acho que a história não deu muito espaço para que seu talento fosse tão bem desenvolvido. Indico o livro para quem já viu o filme e gostou, porque o formato faz a história tornar-se mais concreta e verdadeira, traz cenas que quase te fazem ter apreço pela história chatinha do filme. O romance também, no livro, se torna mais convincente e menos piegas, menos Crepúsculo - mas não menos previsível.

A edição é bem bonita, a capa tem efeitos envernizados trazendo à memória uma ideia de sangue, com o prateado que eu ligaria ao da lua cheia (tipo Lua de Sangue). Por dentro o livro também é bem feito, papel de qualidade e tudo o mais, mas com um cheiro demasiadamente forte.

Entretanto, não posso deixar passar o maior erro desse livro. Um erro horrendo, ridículo, medonho. Só lembrar do erro já dá mais medo que as partes de terror do livro.

Ele não tem final. Não tem final!

Isso não é spoiler, não caiam matando. Está lá na última página, você só pode saber o final definitivo se entrar no site ou ver o filme, isso é no mínimo idiota, tira toda a independência que o livro poderia pensar em ter quando colocado lado a lado do filme.

Fingindo que não lembro desse soco na cara pela editora, não posso massacrar o livro por isso. Li rápido, tive uns momentos bons e me empolguei várias vezes. Os personagens surtem muito mais efeito, e o suspense é mais intenso. Entretanto, é complicado. O livro foi fiel ao filme, e, ao meu ver, a um filme bem fraquinho. Dessa forma, ele intensifica aquilo lá, mas a essência permanece, junto com bastante do resto.

Novamente, o livro supera o filme. Mas eu, particularmente, não indicaria para ninguém.

Informações técnicas.

Filme:

Nome Original: Red Riding Hood
Ano: 2011
Direção: Catherine Hardwicke
Roteiro: David Johnson
Elenco: Amanda Seyfried, Billy Burke, Max Irons, Gary Oldman, Shiloh Fernandez, Julie Christie (...)
País: EUA/Canadá.

Livro:
Nome Original: Red Riding Hood
Autor(a): Sarah Blakley-Cartwright
Editora: Editora iD
Páginas: 364
Ano: 2011
Tradutor(a): Lígia Arata

Essa é minha deixa!

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2 comentários

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Fala Marcos!

Eu já não tinha interesse no filme e continuo não tendo. Não sabia que havia sido dirigido pela mesma diretora de Crepúsculo, e isso não influenciaria no meu ceticismo a respeito do filme, ela poderia inovar... Mas parece que não foi o caso, como você disse tem muito de Crepúsculo nessa obra, tanto em cenários quanto no drama forçado, então não verei esse filme tão cedo. (A menos que passe na sessão da tarde num dia tedioso, é claro)

http://discodivinil.blogspot.com.br/

Grande abraço!

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Rsrs, realmente, só faltaram vampiros. Olha, depois das duas vezes que vi (até tentei ver outra vez, pra mudar a opinião, mas não deu), nunca mais vejo. Boa sorte se for ver!