domingo, 15 de junho de 2014

Resenha: Livro#12 e Filme#7: A Última Música


Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A ULTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração. 


"Você não lê romances", "que preconceito", "ah, não é porque é do Sparks que é ruim".

Cansado de ouvir todo esse blá blá blá, sim, meu povo, eu me rendi e comprei um livro do nosso senhor da tragédia e da doença. Já havia assistido vários filmes d livros dele, alguns até bonitos, mas nenhum que captasse de verdade minha atenção. Só que, cansado de todo o barulho dos meus amigos (amigas, pra ser mais exato), resolvi que devia ler algo do dito cujo antes de morrer. então, peguei o que eu achei que fosse mais gostar - e o que achei que tinha a capa mais bonitinha. E é isso. A Última Música.

O Livro

Antes, só pra avisar, gostaria de pedir perdão pelos prováveis erros de "coerência". Não sou um mestre no que diz respeito a romances - embora isso não quer dizer que eu não saiba como é, ou não esteja apaixonado ou coisa do tipo - então muito do que eu posso declarar talvez venha a não fazer tanto sentido assim... Juro que não é proposital.

Primeiramente, tive uma boa impressão. Achei legal o jeito de Sparks narrar, a interatividade que sua vista em terceira pessoa e a opinião do personagem a ser focado tem em cada capítulo. Ele não costuma prolongar muito as coisas, quer dizer, é bem ou isso ou aquilo, de modo que ele acaba tendo mais tempo e espaço pra poder focar no que o tal personagem está sentindo. 


O problema é pra quem está indo o foco... Vou ser bem claro: não gostei de Ronnie. Pelo menos, não a Ronnie que aparece no começo da história. É muito mais do mesmo, e, embora tenha o intuito de ser a pessoa com mais personalidade do mundo, o efeito tido é totalmente o oposto. Fora a bondade e o senso de justiça que a diferenciam um pouco, Veronica é apenas outra jovem revoltada com a vida que encontra no preto e no cabelo desarrumado o seu refúgio. Com o tempo ela ganha um pouco mais consistência - ou talvez o autor tenha resolvido que até ele estava cansado das frasezinhas irritantes da personagem he' -, mas, até o clímax, eu, sinceramente, me desanimava ao ver "Ronnie" no topo da página.


Nicholas Sparks
O romance é um elemento introduzido de maneira bem rápida... Não sei se natural. Não costumo ler romances, lembram? Rs. Enfim. Will, assim como Ronnie, também é bem fruto de um esterótipo: garoto lindo, alto, forte e gentil, ou, simplesmente, "um gato", como o próprio Nicholas descreve - de uma maneira bem engraçadinha. Mas não é um personagem ruim, na verdade. Gostei de Will. É uma alma serena e que pensa nos outros, o que é bem legal... Apenas não é diferente. Assim como o romance. É um típico romance de verão, algo que você pode ver em qualquer filme na sessão da tarde, ou em qualquer poema adolescente no Facebook.

Entretanto, graças a Deus temos Steve. Oh, céus, como queria eu que ele fosse o protagonista! Sues capítulos são lindos, apenas. A narração de Nicholas ganha maturidade, força, tudo melhora nos capítulos com o nomo do pai de Ronnie. Sua relação com o que quer da vida e a sua busca por Deus dão vida e sentido pra história e pra ser sincero foi isso o que me fez persistir na leitura. Onde pode-se encontrar a presença de Deus, Steve? Seu relacionamento com os filhos também é bem bonito de se ver. Fácil e divertido com Jonah (o filho mais novo, um personagem bem divertido na trama) e pesada e conturbada com a (bla bla bla) Ronnie. Ou seja, Steve é o ponto forte da história. O relacionamento pai e filho.

A Última música é sim um bom livro de se ler, embora previsível. Tem os elementos que todo mundo sabe que fazem parte das entranhas do autor e uma história que até tem potencial, apesar de um pouquinho lerdinha de se desenvolver. Enfim. Se você gosta de romances mais do que eu, provavelmente vai gostar mais desta história do que eu.



O Filme 

Em comparação ao livro, o filme não é nem melhor nem pior: é bom. Claro, tem uns altos que o livro não tem e uns baixos em relação ao seu originador, mas, como um todo, os dois se igualariam na balança. Uma coisa que eu gostaria de elogiar é a formação do romance. Claro, continua não passando de um romancezinho de verão que meio que impede o espectador de acreditar em um futuro verdadeiro para aqueles dois, mas, pelo menos, não fica forçado. Talvez a presença de uma trilha sonora tenha ajudado nisso.

Digamos que Miley Cyrus não é lá uma grande atriz (pelo menos naquele momento), ainda que não seja ruim. Sua atuação é competente e ela apresenta um compromisso com o que está fazendo, mas é apenas isso. Não há nenhum momento em que olhemos para seu rostinho bonito e vejamos algo a mais, algo que nos faça dizer: "uau, isso compensa o filme que estou vendo". Liam Hemsworth também é bem competente, mas seu papel não lhe dá muita abertura... De modo que o filme é do jovem Jonah, interpretado pelo ótimo ator mirim Bobby Coleman. Fiquei muito admirado com o trabalho desse moleque, ainda mais por conseguir até me fazer gostar de um personagem que, com o livro, eu apenas tinha antipatia. 

Uma coisa que me fez falta foi um pouquinho mais de aprofundamento nas histórias dos personagens secundários, ou, talvez, apenas um pouco mais de destaque. Blaze, por exemplo, a amiguinha chata e burra de Ronnie. Se você já leu o livro e viu o filme sabe DAQUELA cena dela, lá pro meio/final. É uma cena que emociona (não quero dizer que seja bonita) e, com o cinema que temos hoje, não seria algo difícil de ser produzido. Mas foi cortado, fim da história. Claro, eles devem ter tido suas razões, mas... Faz falta. 

Marcus também é um personagem desprezado, secamente desprezado. sabe aquele vilãozinho (meio sem graça, confesso) insano, maldoso, claramente perturbado? Esqueça. Troque-o por um cara desmotivado por completo e que parece um seguidor fracassado do coringa, que só quer ver o circo pegar fogo. Isso persiste até ele sumir.

O maior ponto positivo, no fim das contas, é o desfecho. É apressado também, mas deita-se de maneira mais plausível e adulta, agregando mais música à emoção que tenta nos proporcionar. Afinal, o livro é A Última Música... E, por falar em música... É possível não ter o coração meio trincado com When I Look At You?



Espero que tenham gostado, e, por favor, me perdoem pelos prováveis gafes que devo ter dito. Essa é a minha segunda deixa do dia (agora são 22:25, ta valendo), mas, ok, até a próxima!

Informações técnicas (livro)

The Last Song
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 397
Ano: 2012
Gênero: Romance

Informações técnicas (livro)

The Last Song
Ano: 2010
Duração: 107 min
Direção: Julie Anne Robinson
Roteiro: Nicholas Sparks e Jeff Van Wie
Elenco: Miley Cyrus, Liam Hemsworth, Greg Kinnear, Bobby Coleman, Nick Lashaway, Carly Chaikin [...]
País: EUA
Baseado na obra de Nicholas Sparks




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