sábado, 9 de agosto de 2014

Falando sobre As Crônicas de Nárnia

Há alguns anos atrás eu ouvia falar de Nárnia pela primeira vez - um novo filme estreara nos cinemas, com um leão falante, centauros, uma feiticeira malévola e uma menina que viaja para outro mundo através de um guarda-roupa mágico. Há alguns anos atrás eu ganhava de minha mãe um DVD de presente, um filme que ela simplesmente pensou que eu fosse curtir. Há alguns anos atrás, me lembro bem, assistia o mesmo DVD, repetidas vezes, todas as manhãs, quando apenas eu estava acordado na casa - era difícil fazer tudo sem que ninguém me ouvisse. Há alguns anos atrás eu me apaixonava por Nárnia.

Naquela época eu não era o que podemos chamar de um leitor assíduo... Talvez, um iniciante. Sempre pedi livrinhos de aniversário para minhas tias e outros parentes. E, hoje, orgulho-me em dizer que foi graças ao maravilhoso universo do Grande Leão que eu sou o viciado em livros dos dias atualmente. 

Tendo como ponto de partida a vontade de saber mais daquele universo fantástico qual eu conhecera através do filme dos estúdios Walt Disney e Walden Media, comprei o meu primeiro livro com mais de 50 páginas: um lindo volume único com um leão na capa. Inclusive, um volume que arranjou-me muitas discussões - já que minha querida e provocadora de saudades, Vovó Maria, insistia em dizer que ele era um peso para segurar a porta. Foi o primeiro livro em que eu verdadeiramente descobri o que é se entregar à sua imaginação, visualizar tudo a partir de pequenas letrinhas em uma página branca e pálida.


Agora - um pouquinho menos infantil, posso dizer que o universo de C. S. Lewis é, de fato, mágico. Quando comparamos As Crônicas de Nárnia a todas as outras séries e sagas de fantasia, é simplesmente impossível não notar a distinção. Em vezes negativa, em maioria positiva, a originalidade de C. S. Lewis é incomparável: fantasia, moral e entretenimento. Lewis mostrou muito bem que o sangue e a apelação pode, sim, ser apenas um extra numa obra do estilo, e que a sua ausência não é assim tão drástica. 

É tudo mágico.

Cristãos irão se esbaldar, se divertir bastante com as diversas referências presentes em todos os sete livros. Mas, mesmo quem (como eu) não é muito próximo da cultura cristã, a boa notícia é: você se divertirá, e isso não o prejudicará. Afinal, são detalhes que podem sim ser percebidos, mas não precisam ser percebidos. No fim das contas, todos nós colocamos um pouco do que acreditamos no que escrevemos. 

Foi maravilhoso passar esta semana fazendo, cada dia, uma postagem sobre o universo de Nárnia. Se entreguem e aproveitem!

POR NÁRNIA E POR ASLAM!

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