quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Unitário (Pedro Puech)

O Unitário
Autor: Pedro Puech
Editora: Rocco
Páginas: 240
Ano: 2009

Genial em sua particularidade


Muito se pode imaginar quando se pega um livro sobre a inquisição; quase podemos prever isso e aquilo, imaginar aspectos característicos e pressupor diversas coisas. E é justamente quanto a isso que O Unitário é tão especial: ele é singular. Ainda que encontremos elementos clássicos (e praticamente indispensáveis), do período, O Unitário é muito abrangente e especial, resultando em um texto inteligente que, ainda por cima, não se torna demasiadamente complicado ou denso. Pedro Puech escreve de maneira fluida e leve, utilizando de vocabulário popularmente inteligível e comum, facilitando o compreendimento a um nível que leva a adentrar na realidade sem dificuldade.

A trama se desenvolve muito bem, com reviravoltas aqui e acolá e ótima exploração de localidades; viajamos por grande parte da Europa Antiga e a descrição descontraída e realista de Puech pelo jovem estudado protagonista é ótima no que aparenta querer nos passar. Não há linhas soltas que o enredo não busque responder, tudo é bem amarrado no decorrer do enredo.

Quando terminamos, fica aquele agradável gostinho de missão cumprida, logo que o desfecho é cabal e redundante. A sensação que prega-se ao leitor é plena, absoluta, quase como se tivéssemos acabado de ler um texto histórico do colégio a respeito de um período que apreciamos, em que os fatos se fecham e estamos preparados para a próxima matéria.

No fim do livro, após sua conclusão, também temos considerações muito interessantes do autor, notas a respeito dos fatos e personagens citados, bibliografia muito bem organizada e até poucas imagens de coisas relacionadas à história (dã, isso é óbvio!). 

Não sei muito mais o que dizer, já que não consigo encontrar pontos negativos na obra. Não diria que tornou-se um dos meus favoritos, mas, com certeza, sempre estará na minha memória como uma agradável leitura, completa, divertida. E brasileira, o que enaltece um orgulho gostosinho da nossa pátria.


Então, acho que é isso. Espero que tenham apreciado, e perdão pela demora (já é quase meia noite...). Em suma, essa é minha deixa, guris. Boa noite!

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1 comentários:

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Anônimo DeleteReply

anônimo....porque não vai fazer diferença....chato só porque deduzi logo na metade do livro que realmente alguém seria queimado vivo na fogueira....todo autor mata alguém.....que diferença faz morrer agonizando numa fogueira mal feita ou numa cama de hospital nos dias de hoje, com os rins paralisados e o nível de potássio lá nas alturas.....o autor é bom ....mas deve ser muito melhor como médico...Queria ter dinheiro para montar um hospital onde os velhos pudessem morrer de forma assistida....poucos tiveram a sorte de Pedro...não o escritor mas o meu pai....um verdadeiro inquisidor...mas eu não deixei ele morrer na fogueira ... e nem com os rins paralisados .....e nem eu morri ainda.... mas queria muito ser a moça do decote ....então eu já estaria morta...e não teria visto o Ayrton Senna no dia 02 de maio de 1994....e hoje não estaria aqui escrevendo isso e com muita raiva dele....porque voltei por causa dele...e com inveja porque ele já se foi e eu ainda não...e chove muito lá fora...e ainda vou ler outros livros...sei lá.....