quinta-feira, 7 de agosto de 2014

|Semana Nárnia| Resenha: Livro#20: As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago

The Chronicles of Narnia - The Magician's Nephew
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Categoria: Fantasia/Aventura
Páginas: 92 (VOLUME ÚNICO)
Ano: 2010 (VOLUME ÚNICO)
Outras resenhas da série do livro:


Um mestre que se supera


Sinopse: A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.

[AVISO] Resolvi fazer as resenhas seguindo a ordem de PUBLICAÇÃO da série As Crônicas de Nárnia, já que, para mim, é a maneira mais correta de se ler. Pode parecer uma frescura boba, mas, na minha posição de tagarela opinador, acho que é muito mais proveitoso se ler nessa ordem, e, por isso, resenhar nessa ordem. Não preciso dizer que este pode conter spoilers do anterior, não é...?

Ainda fugindo um pouco da linha contínua, C. S. resolve então voltar a fita até um tempo que eu garanto que deve ter surpreendido muito os fãs de Nárnia da época de publicação: somos enviados até o tempo em que simplesmente não existia Nárnia! Sim, isso mesmo, o início de tudo! Fala sério, só essa simples premissa não é o suficiente para fazer-nos pirarem?! E o autor consegue se superar em um livro maravilhoso, diferente, surpreendente e comovente.

O protagonista da vez é o jovem Digory - sim, o Digory de O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa! -, um menino no melhor estilo do curioso, tendo como parceira Polly, uma garota da sua idade que também tem um gênio muito particular. Os dois passam por aventuras realmente alucinantes, e o autor não nos poupa de seu talento, fazendo com que o amemos sem que nem percebamos até então. O Sobrinho do Mago é uma história de descoberta, mais do que uma simples origem. É lindo de se ler, quase que poético. 

Um ponto que adorei foi o fato de o autor nos mostrar a plenitude de seu universo criado: o como é muito maior do que pensávamos. Ora, quantas lagoas! Se o que ele queria era nos fazer sentir um gosto doce e etérico na boca, ele foi feliz em sua tentativa: a quantidade de imaginação e realização em O Sobrinho do Mago é quase que soberba - no bom sentido da coisa, claro.

Além de tudo, é um texto inteligente, que, embora infantil, nos passa um tom filosófico e reflexivo. Também podemos encontrar diversas características e easter eggs que nos dão aquela sensação maravilhosa de aproveitação e atenção. Vários são os momentos em que me encontrei pensando alto "não acredito que isso aconteceu assim" ou "ele não esqueceu disso!". C. S. Lewis é fantástico, sem menos. Não há como subestimar esse autor, de maneira alguma, afinal, como pode um autor de literatura infantil ser tão pleno na arte de passar mensagem e diversão? Eu sei, já devo ter feito esse tipo de elogio a ele umas mil vezes, mas não canso-me de repeti-lo. 

Não vou revelar muitas coisas, nem me aprofundar na história em si, mas se preparem: tudo o que menos esperarem, seja em relação a locais, personagens e beleza, poderá ser derrubado por algo muito mais fantasioso, belo e fantástico. O Sobrinho do Mago merece todas as estrelas do mundo. 



É isso, gente, obrigado pra quem leu, rs. Amanhã posto a última resenha da série, e, no sábado, finalizo a Semana Nárnia com um post bem especial. 
Essa é minha deixa, até!

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