terça-feira, 5 de agosto de 2014

|Semana Nárnia| Resenha: Livro#18: As Crônicas de Nárnia - A Cadeira de Prata

The Chronicles of Narnia: The Silver Chair
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Categoria: Fantasia/Aventura
Páginas: 111 (VOLUME ÚNICO)
Ano: 2010 (VOLUME ÚNICO)

Droga, eu chorei

Outras Resenhas da série do livro:


Capa do volume singular da "crônica"
Sinopse: "Como se chega até lá?", perguntou Jill, tentando encontrar um jeito qualquer de fugir daquela escola horrível. "Do único modo possível", sussurrou Eustáquio, "por magia". Então deram-se as mãos e, concentrando toda a sua força de vontade para que algo acontecesse, viram-se de repente à beira de um alto precipício, muito acima das nuvens, na terra encantada de Nárnia. Assustada e confusa, Jill fica horrorizada ao ver Eustáquio perder o equilíbrio e cair. Imediatamente, porém, ela sente ao seu lado uma presença calorosa. Era o Leão.

[AVISO] Resolvi fazer as resenhas seguindo a ordem de PUBLICAÇÃO da série As Crônicas de Nárnia, já que, para mim, é a maneira mais correta de se ler. Pode parecer uma frescura boba, mas, na minha posição de tagarela opinador, acho que é muito mais proveitoso se ler nessa ordem, e, por isso, resenhar nessa ordem. Não preciso dizer que este pode conter spoilers do anterior, não é...?

Gosto de dizer que A Cadeira de Prata foi, simplesmente, uma boa leitura. Boa. Digamos que não foi lá um marco definitivo na história da série maravilhosa que é As Crônicas de Nárnia, mas com certeza é um livro muito divertido e proveitoso, passando longe da decepção que foi Príncipe Caspian. Graças a Aslam, digo, Deus. Rs.

Trata-se de um livro com uma boa consistência, sendo sempre bem dinâmico. Ele já começa bem diferente da maneira em que estávamos acostumados, e isso é uma novidade bem agradável. Além disso somos a presentados a diversos personagens novos na trama, ressalvando principalmente o grande destaque Brejeiro, o pessimista mais carismático e incrível que um autor poderia criar, aliás, meu personagem preferido de toda a série, posto que só é superado pelo Grande Rei Pedro. Graças a esse maravilhoso paulama não havia como desgrudar meus olhos das páginas desse livro.

Entretanto, como em qualquer livro, A Cadeira de Prata não é o que podemos chamar de perfeito. Digamos que o livro não flui tão facilmente como se era de esperar, não em termos de escrita, pois é bem sabido que a maneira de Lewis escrever é sempre bem fácil, mas grande parte do livro até o momento onde, digamos, nos é apresentado e verdadeiro "prego no dedão de Aslam" é algo um tanto quanto... Não sei, não gostaria de usar o temo "boba"... Mas, infelizmente, foi o que achei. Sinto muito. É compreensível, afinal, antes de tudo, é um livro infantil... Porém, simplesmente, não se mostra algo tão divertido, dadas tantas possibilidades perdidas...

Até chegarmos no Submundo.

A partir daí ganhamos uma nova perspectiva a respeito de tudo o que outrora imaginamos a respeito de um mundo subterrâneo (pelo menos, isso foi o que se passou comigo), e vemos personagens divertidíssimos, uma vilã muito bem elaborada e um dos diálogos mais lindos e perfeitos que C. S. pôde ter criado, como que uma explosão de beleza e inspiração. Mesmo que o clímax de um determinado momento foco não tenha sido lá aquelas coisas, pude usufruir de bons risos e de muita emoção.

Por fim, temos o desfecho, onde - sim! - eu chorei, pela primeira vez com um livro. É lindo, algo de esmagar um coração narniano como o meu, um desfecho que eu poderia ler e reler mil vezes, e chorar mil vezes, de tão tocante. Como é possível que um livro infantil se mostre tão maduro, de maneira tão delicada... O que posso dizer...? Imagine: algo digno de Regina Spektor no final, rs.

Me tocou, sim, e muito. Mesmo que não seja o melhor livro, não podemos desmerecer tão ótima obra.


Agora é aguardar o filme, que já foi confirmado.

Deixa dada, até!

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