sexta-feira, 8 de agosto de 2014

|Semana Nárnia| Resenha: Livro#21: As Crônicas de Nárnia - A Última Batalha

The Chronicles of Narnia - The Last Battle
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Categoria: Fantasia/Aventura
Páginas: 110 (VOLUME ÚNICO)
Ano: 2010 (VOLUME ÚNICO)

Outras resenhas da série do livro:
O Grande Final

Sinopse: À luz de uma enorme fogueira crepitante, a última batalha de Nárnia está prestes a acontecer. O rei Tirian, ajudado corajosamente por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os cruéis calormanos, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre as forças do bem e do mal. Mas, com tantas dúvidas e confusão ao redor, conseguirá o rei Tirian manter-se firme na hora mais negra de Nárnia?

[AVISO] Resolvi fazer as resenhas seguindo a ordem de PUBLICAÇÃO da série As Crônicas de Nárnia, já que, para mim, é a maneira mais correta de se ler. Pode parecer uma frescura boba, mas, na minha posição de tagarela opinador, acho que é muito mais proveitoso se ler nessa ordem, e, por isso, resenhar nessa ordem. Não preciso dizer que este pode conter spoilers do anterior, não é...?

Não foi fácil pegar esse livro e ler. Na verdade, posterguei o máximo que pude... Acho que nunca estive preparado para dar adeus a Nárnia, a Aslam e a todo aquele universo mágico. Ler a última palavra de A Última Batalha foi como fechar uma porta que esteve sempre aberta na minha vida e, não, isso não é exagero. Cresci com Nárnia e, uau, tudo tem um fim.

A Última Batalha é um grande fim, honrável para toda a série, um prêmio, um mártir e um bálsamo. C. S. Lewis conseguiu fazer um capítulo final que nada tem de extremamente dramático, sendo novamente um divertimento. Acho que ele, de fato, soube pesar bem tudo o que precisava ser colocado, medindo bem cada centímetro de sua inspiração. Não há trocas súbitas em relação aos nuances do livro, sendo por fim um enredo crescente, emergente. 

Aqui, o conflito entre o bem e o mal toma novos pontos de vista, em que tudo está muito dividido. As proezas, as crenças, as boas memórias estão todas em um passado remoto, a alguns se sentem tão afastados disso tudo que simplesmente ignoram o que há de melhor em seus corações, preferindo ser realmente cegos. Descrentes.

A Última Batalha é bem mais intenso do que os anteriores. Nesse livro final tudo toma proporções maiores, a fé tem que se superar, os momentos são mais fortes, o breu é ainda mais escuro. Houve momentos em que eu - realmente! - pude me sentir assustado, sabe, aquela sensação de "Ok, melhor não ler isso de noite"? Claro, não foi lá uma sensação de filme de terror... Mas, com certeza, foi algo que eu nunca imaginei sentir com um livro de C. S. Lewis. Em qualquer outra ocasião eu até poderia, sim, dizer que isso ficou estranho no mundo mágico de Nárnia, que não se encaixou. Porém, aqui não posso dizer isso. Pois, em A Última Batalha, olhamos nos olhos do limite da corrupção e do deterioramento de Nárnia.

E os últimos capítulos são de arrepiar, sem a menor dúvida, os mais tocantes e arrebatadores de todos os sete livros. Então, uau, respire, pois, se um dia isso vier a estar no cinema, muita gente vai chorar. Muita gente vai ficar pasma.

Simplesmente não sei como finalizar esta resenha, me perdoem. É difícil de explicar... Ah, de fato acho que o céu caiu na minha cabeça.



Me perdoem, isso foi realmente difícil. Indico plenamente esse livro, só ressalvo um ponto: se preparem.  
Essa é minha deixa, até amanhã, com o final da SEMANA NÁRNIA

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